O Povo diz que fica!
Duas casas, casamatas,
com traço de arquiteto,
lindamente projetadas,
uma côncava, outra convexa,
feito duas bacias,
boca abajo, boca arriba,
de tão pouca serventia
aos que colocaram lá
os novos mestres da hipocrisia,
sempre de costas aos que
esquentam cu nas galerias.
Uns poucos bravos
em defesa do povo;
no mais, sabujos,
pau-mandados, ávidos
por um tal secreto orçamento
que lhes enche os bolsos,
em meio as regalias do mandato.
E o anel de ferro forjado
sob auspícios da burguesia,
de banqueiros, larápios, bispos
ao agro, movido a subsídios,
fecha-se lentamente em torno
do inconveniente divergente,
que põe a nu os crimes
do infame bando de parasitas,
sempre pronto a regar
a flor descolorida da injustiça
no canteiro das crises
por ele mesmo produzidas.
O país? Que se dane!
O que conta é o que se ganha,
jogar o jogo e ficar rico.
Mas o povo, que não é burro,
diz, com nojo, na cara
dos corruptos e golpistas:
Glauber fica!
Eliseo Martinez
09.06.2025
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