Entre o
lote do que posso e o lote do que devo
ermita o enclave de meu doido desejo.
Por vezes, neste querer, ímpar me vejo
ao surfar solos pelas dobras do tempo.
Em outras, mão na mão, olhos tortos,
a andar par ao desabrigo da fúria do vento.
do que as que revoam em seguro bando lento.
Em luta de todos juntos ou no grão da mente,
na cega fé que só a força das ideias das gentes
pode desvendar o sentido oculto no leito fundo
sob as turvas águas da anarquia do movimento.
Eliseo Martinez
agosto / 2015
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