133.
O Sábio, a Borboleta e o Poeta
Perguntado sobre o que era um sábio,
o sábio respondeu que disso nada sabia.
Sabia, apenas, da extensão do que ignorava,
a crescer a cada dia.
Perguntada sobre como era voar,
a borboleta respondeu que não havia
tempo para nisto pensar.
Borboletas de asas leves
preferem o voo ao peso das razões,
que às manteriam presas ao chão,
privadas do gozo das sensações.
Perguntado o que faz de seus dias,
o poeta risca na suja areia
o contorno de uma rosada baleia.
O outro diz, já viu muitas?
Nenhuma, responde.
Isso é o que faço.
Coo coisas que se escondem
por atrás dos fatos e exponho,
às vezes, até com a cor
que nelas sonho.
Eliseo Martinez
22.05.2017
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