267.
Mandato
Depois de cabalar voto
entre inocentes úteis das cidades,
toda a sorte de esquecidos
por deuses e autoridades,
a ralé dos mal formados
e a elite dos safados,
instalou-se no assento infame dos eleitos,
voraz pelo naco de poder abocanhado,
cercado de sicários mancomunados
às expensas do mandato.
Inocentemente acanalhado a cada ato,
dissimulado como o criminoso oculto
ao mudar o curso do pequeno olho d'água
sem sujar as mãos na gleba do vizinho,
deixando nela o leito seco do riozinho
e no solo antes fértil,
sua obra de ervas daninhas.
Eliseo Martinez
08.11.2019
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