346.
O clown, a trupe e a claque
Incensando ódios, retrocessos,
ensandece a embezerrada legião,
fiel a seu bizarro capitão.
Em luta insólita, a turba,
anima-se com o esbulho das sobras
e o instinto de perpetuar privilégios
dos que lhes puxam as cordas.
Gente estranha a si mesma,
movida por não tão
estranhos interesses.
Viva as rachadinhas,
milicianos e propinas!
Abaixo à Amazônia,
o povo todo e as vacinas!
É a vanguarda do atraso
armada de velhos preconceitos
e narrativas fantasiosas,
orgulhosa do que ignora,
pisoteando alegremente
conquistas da história.
No fervor dos salmos religiosos
e com truculências da caserna,
arma o pandemônio sobre a Terra.
Afeiçoada às mentiras,
sempre ouvidas
da banda podre dos de cima,
carentes de Ciência e imaginação,
idolatram quem não é mais
que o clown da ocasião.
Enquanto a trupe dos de casa,
com os bolsos estufados,
ludibria a claque dos otários,
de arminhas apontadas.
Viva as rachadinhas,
milicianos e propinas!
Abaixo a Amazônia,
o povo todo e as vacinas!
Eliseo Martinez
05.07.2021
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