Não que valham algo as palavras errantes,
nata nas calmarias, poeira na fúria de ventanias,
mas, algumas soam como deveriam soar palavras
que vazam cachoeiras da boca seca dos amantes,
no acaso do ocaso em que viajam sós por rotas remotas,
como as encontradas numa curva do espaço exterior,
no terceiro anel de Saturno, em estranha inscrição
esculpida a fogo num asteroide duro de gelo azul:
"Por onde andam Pillares, Matildes, Dulcineias?
Personagens de nossas mais interiores, únicas e
imprescindíveis odisseias."
Caminhante das Estrelas
Eliseo Martinez
30/11/2015
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