Das raspas de afeto
esquecidas pelos cantos,
o chamado foi respondido
como eco retorcido.
Desiste de mim.
Desiste de um nós,
se achar certo.
Mas não desiste de ti,
te mantêm perto.
Que o mundo se move,
até eu sei.
Só para ti, sou imovível,
meu bem.
Por mais que ande mundo afora,
estou sempre aqui,
difícil é não me encontrar,
sem hora ou lugar.
Quanto a mim, bem ou mal,
desisto de nada.
Muito menos da parte
que me foi mutilada.
Te desejo o melhor Natal
que puder ter, cria assustada.
E que melhor presente a se dar
que sair a busca da paz
represada nos poros dos dias,
que se há de encontrar?
Eliseo Martinez
24.12.2017
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