238.
Mensagem de fé e esperança
A história evolui em ciclos caprichosos,
não sem o dedo sujo dos sempre mesmos poderosos,
hábeis na arte de recriar simulacros,
em defesa de seus interesses privados.
Tanto fizeram que o giro da roda da fortuna
nos conduz a uma espécie de nova idade das trevas,
agora feita de cores, luzes, imagens e promessas de festa.
Será possível que em seus pesadelos mais insanos,
teriam imaginado os velhos romanos
o que a fortú faria de suas conquistas e louros?
Seduzidos pelo que reluz para poucos,
dos outros todos, quantos se dão conta
que o que lhes restou foi a encarniçada luta
pelas migalhas do bolo?
Mais uma vez chega o tempo de pisar as próprias pegadas,
num melancólico encontro marcado com o passado.
Ventos do esquecimento varrem campos inteiros
semeados pelo conhecimento,
desertificando o que era promessa de farta colheita.
Ervas daninhas proliferam por todo o lado,
prenunciando gerações destinadas aos pastos,
feito rebanhos de gado.
Medo, ódio e ignorância se enraízam
nos corações e mentes de homens
de quem roubaram a esperança.
Desnorteadas, as bússolas apontam o sem-sentido,
num mundo em que, cada vez mais,
nos encontramos perdidos.
Mas, indiferente, a roda da fortuna segue girando...
Eliseo Martinez
27.04.2019
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