297.
Como assim "não vem ao caso" ?
Sem mais, o errante cavaleiro,
apeado da égua em que montava,
se pôs a matutar junto ao fogo
que ardia em pouca brasa,
num ermo de coxilha
envolto pela fria madrugada:
... não me falte o toque leve
ao pisar a lâmina d'água
do mais manso dos riachos
à beira da estrada
ou o coice da pata
de um chucro baio
quando se fizer necessário...
Com o estranho voto manifesto,
na solidão do campo aberto,
o rude gaudério se vai
a trote lento vingar ofensa
ou pedir a mão de prenda
- o que, por hora, não vem ao caso -
sob uma noite estrelada,
já rajada, no horizonte,
de alvorada.
Eliseo Martinez
30.05.2020
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