357.
Deixar passar
Com o veneno do silêncio
na boca que te colhe os beijos,
faço que não vejo
tu dar asas a teu desejo.
Para que os dias tomem rumo
e haja amanhã que nos cure,
há que soltar as amarras
que mantém os destroços
presos à praia,
deixando que repouse
em águas mais fundas
o que restou de ilusões,
mãos dadas, loucuras.
Eliseo Martinez
09.11.2021
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