216.
Armadilha
O pensamento,
quando se liberta do entorno,
voa longe, como voa o tordo.
Mas, que sei eu de tordos?
Voa como passarinho, mesmo!
Daqueles que sempre estiveram
por perto da casa da gente
e nas pedras do calçamento em frente
e nos fios de eletricidade
e nas árvores que ladeiam
as ruas da cidade.
Como pardais,
que bem conheço,
ao bater as asas
não deixam paradeiro
nem endereço.
Eliseo Martinez
11.12.2018
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