241.
Depois de tudo, depois de nada
e toda a forma que já vem dada,
a sina do pós-trabalho
pode não ser mais
que árida paisagem ornada
de cactos espalhados
num mar de areia brava
e rastro de coisas vivas
que jamais são vistas.
Um lugar imaginado
desde sempre pelo avesso,
onde um sol de meio-dia
paira sobre minha cabeça vazia.
E eu, aqui. Sequer chapéu de palha,
com a liberdade me olhando na cara.
Eliseo Martinez
13.05.2019
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