Depois da Física, Antes da História
Mesmo aqui, nas bordas desta fronteira interna,
ecoam as muitas fomes dos homens que se dizem em guerra,
na mimese de braços levantados e punhos cerrados,
esquecidos de si, imitando os que, de fato, sangraram.
Tempos de circo e de seus ferozes micos,
à busca de algum sentido que os livre do tédio.
Sob as torres de um sítio que as leva no nome,
o mesmo ancestral rugir dos mares
testemunha o encontro das mãos aquecidas entre olhares.
Na pequenina ilha, espreitam impassíveis sentinelas.
Os lobos de lá, observam os de cá.
Em dias alheios a saturados sentidos e pouca arte,
outras são as buscas ao norte de um Sul que, sem lume, arde.
Entre o que fica e o que passa,
a brisa da história, em sua edição de ódio pálido,
sopra leve sobre o calor da terra fria da, hoje,
e não mais que hoje, metafísica Torres...
Eliseo Martinez
29.05.2016
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