141.
Agridoce
Para que não ficassem sem despedida,
cruzaram-se uma última vez
as sombras que se apossaram dos olhares.
Um par de passos e o abismo ali,
atrás da esquina.
Com todo o acaso a conspirar reencontros,
mesmo quando passam ao largo,
nunca mais permitiram se ver de novo.
Assim, separam-se
pequenos e grandes amores,
embora só estes levem consigo
o gosto agridoce
que os unirá para sempre,
ao lembrar um do outro.
Eliseo Martinez
13.07.2017
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