337.
Crenças
Quando o crente fala em Providência;
o místico, em destino, fado ou sina
e a aposta do ateu
recai sobre a sorte ou acaso,
fala-se, na verdade,
do fosso intransponível
entre suas crenças mais sagradas,
sem a ponte impossível,
jamais a ser erguida,
que levasse esse povo todo
a enveredar por uma mesma trilha.
E que Deus, os astros
ou as circunstâncias
livrem, uns e outros,
da tirania das maiorias,
deixando a cada qual
o credo que lhe cabe,
reféns, que todos são,
das escolhas que fazem,
ou que, em seus nomes,
fizeram outros antes deles.
Eliseo Martinez
12.04.2021
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