Descaminhos
Arrancou com as próprias mãos
flores ressecadas
que cobriam canteiros
há muito cultivados
e saiu à espera de tudo,
à busca de nada.
Era aquele mesmo de ontem,
entre surtos de inquietude
e temores sem nome,
velhos companheiros,
desde que se foi
pelo mundo dos homens.
Movia-se ou, assim, pensava.
De certo, mesmo,
só as ilusões que dão curso à vida
enquanto não são tocadas,
riscando o céu sem lua
das frias madrugadas.
Eliseo Martinez
14.04.2021
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