338.
Tempo, prá que tempo?
O progresso técnico
vindo na esteira do devir,
que viria mesmo
que não se quisesse,
por si só,
não nos torna mais felizes.
Pelo contrário,
à falta de cuidado
com os rumos dados,
conduz ao exitoso estranhamento
que define nossas vidas, hoje.
Sob à aposta civilizatória,
extingue-se, aos poucos,
o espírito selvagem
vindo já nos gens
do primeiro de toda a gente,
enquanto as turbulências da alma
ficam pelos porões das mentes.
Mas, se depois de toda a Ciência,
não somos mais contentes,
ao menos temos mais tempo
para nos procurarmos
um punhado de outras vezes.
Eliseo Martinez
13.04.2021
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