Escolhas
Há escolhas que se fazem
e aquela que já vêm feitas
por algo ou alguém, mesmo
que só a nós digam respeito.
Como reza um velho adágio,
os caminhos se refazem
sob o andar das carruagens.
À margem dos trilhos deitados
em sítios antes povoados,
estações se quedam abandonadas,
sem partidas ou chegadas
por, alí, já não restar mais nada
no vazio da terra arrasada.
Outras, à pressa dos passos, apinhadas,
acolhem os comboios que passam.
E, nesse passar passam os anos,
passam sonhos, passam planos
de gente tão diferente,
mesmo que famintos
de uma mesma fome,
sedentos de uma mesma sede.
Uns atados ao passado,
outros à espera do que vem à frente.
Apenas os que se instalam no presente,
entregues a seu tempo intensamente,
não se prendem ao que se foi,
nem deixam para depois.
Vivem, simplesmente!
Eliseo Martinez
20.10.2025
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