Febres
são febres que não têm fim.
Ardem nas manhãs de inverno
entre lençóis amarfanhados,
queimam nas noites estreladas
à beira do espelho d'água.
Nascem como riachos,
se fazem rios, se vão aos mares
só para desaguar
na vertigem dos teus lábios...
Nas marés que nos arrastam,
a pequena morte se apossa
de nossos corpos,
levados pelo globo mundo
em seu giro lento pelo cosmos.
E a paz necessária preenche
os poros do espaço,
dando trégua ao tempo
em meio ao justo cansaço.
Não há momento que seja
mais que esse, quando Hypnos
nos acolhe em seu abraço.
Eliseo Martinez
25.10.2025
Nenhum comentário:
Postar um comentário