37.
Às vezes sou vento,
outras, as pás lentas
do mesmo cata-vento de cimento
a fatiar o tempo.
Às vezes sou verso,
outras, a prosa de um decreto.
Às vezes sonho por de sóis,
outras, acordo pesadelo, temporais.
Se para muitos males não há remédio,
essa arritmia é garantia da vida sem tédio
que, entre o encanto e um estranho canto
oscila e se expressa por tortas retas.
Desencanto? Outro dia, sem pressa.
Eliseo Martinez
26.01.2016
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