104.
Assassino
Depois de tudo deixado à sorte
ou encomendado à morte,
o assassino se recolhe
para labirintos escuros da mente,
por instinto ou teimosia,
onde tateia cego a busca de algum canto
que oscile à luz pálida de vela pouca,
lume que baste a escassa poesia,
a comutar-lhe as penas,
redimindo-o até o banho de sangue
do próximo dia.
Eliseo Martinez
05.02.2017
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