278.
Pequena
Pena, minha pequena,
que em mais este dia
que não te conheço,
me foi negado o direito
de embalar teu berço,
te ter nos braços,
saber dos finos traços
que te definem a face,
atar o que foi apartado
pela trinca de um caráter.
Pena, minha pequena,
que nos negaram um ao outro,
como se de raízes mutiladas
nasçam flores mais perfumadas.
De qualquer jeito, pequena,
te desejo que não me bata à porta
só depois de me ter ido embora.
Eliseo Martinez
17.12.2019
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